
Viajar é uma fonte inesgotável de conhecimento e aprendizado. Viagens abrem a cabeça, desconstroem preconceitos, mostram diferentes formas de viver e pensar. Mas nada deixa os adultos mais apreensivos do que a primeira viagem com os filhos – ou a segunda, a terceira... Quais documentos levar? Como preparar a mala? Como manter a alimentação do pequeno?
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A idade ideal para iniciar essa divertida jornada é traçada individualmente, segundo experiências, vontades, entendimento de que vale a pena ou não levar crianças pequenas ou bebês a se aventurar pelo desconhecido. De acordo com a psicopedagoga Andréia Silveira Pítsica, viajar em família pode ser uma ótima maneira de se conectar com os filhos, vivenciar novas rotinas e descobertas.
– Muitos pais trabalham e, por isso, estes momentos são únicos para fortalecer vínculos, além de proporcionar um contato com diferentes culturas, línguas, comidas, músicas, tradições, arquitetura, história. Esses fatores são fundamentais para aumentar as oportunidades de aprendizado e socialização – diz.
Claro que viajar com crianças não é tão tranquilo quanto viajar sozinho, e a ideia de viajar com bebês, muitas vezes, assusta os pais, que ficam com medo de imprevistos. Mas começar cedo pode ter muitas vantagens. Uma delas é a econômica. Se estiverem no colo dos pais, bebês de até 2 anos viajam de graça em grande parte das companhias aéreas e também não pagam hospedagem. Outra vantagem quando eles são bem pequenos é que a alimentação pode ser bem simples, bastando a mãe ou uma mamadeira. Além disso, a criança já começa a assimilar que viajar passa a fazer parte do seu cotidiano.
Para a contadora Ana Ester Farias, 36 anos, a dica de ouro para os pais é não ficarem estressados. Ela e o marido, o também contador Robson da Rosa, 36, sempre tiveram o costume de viajar antes de ter filhos. Depois que os gêmeos Augusto e Ana Beatriz, de 5 anos, nasceram, eles não abandonaram as viagens.
– No início, nós começamos a fazer viagens mais curtas. Quando eles fizeram 1 ano, nós fizemos uma viagem mais longa, para Santa Catarina, e vimos que dava certo. Na primeira vez que viajamos, a gente levou tudo, brinquedo, carrinho... Eu lembro que tinha o hábito de fazer listas, para não esquecer nada. Agora, eu já tenho tudo esquematizado na cabeça. O que eu vi é que não é necessário a gente ficar neurótica – comenta Ana.

Além do Estado vizinho, os pequenos já foram para Buenos Aires, na Argentina, Maceió e Natal, no Nordeste e, recentemente, conheceram a Disney, nos Estados Unidos. E as malas já estão prontas para a próxima parada, em julho: a família vai novamente para Buenos Aires.
– Eles adoram. Quando a gente fala que vamos viajar, eles já perguntam para onde. São bem companheiros e ficam muito felizes. Eles sempre colaboram em tudo – explica a mãe.
Sem estresse, mas com organização
Depois de tantas viagens em família, experiência é o que não falta para Ana e Robson. Uma das dicas dos dois para os pais antes de sair de casa é conferir os documentos, pegar os medicamentos básicos e ficar de olho no seguro de saúde. Não é comum, mas crianças ficam doentes, e acidentes podem acontecer.
– Na primeira vez "